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Meu pai e eu..., bar Harry's, passeio de gôndola, café Florian e Punta della Dogana
Estou na Toscana comemorando os 80 anos do meu pai com minha irmã, meu cunhado e meu marido. Estamos fazendo uma viagem em família aonde desta vez vivo o papel de filha o que há muito tempo não acontecia.
Sendo mãe de dois filhos ainda pequenos dedico 90% do meu tempo a eles relegando meu papel de filha, que estava quase extinto.
Conversar sobre assuntos diversos, lembrar de momentos do passado, vivenciar a vida do outro, planejar futuros comuns, contar histórias , alegrar-se um com o outro, cantar, abraçar, ser paparicada, ser cuidada, são momentos que esta viagem está proporcionando a nós todos.
Mais incrível é como funciona a natureza. Ao ter filhos meu instinto materno aflorou. Entretanto nesta viagem vi que ele não se dirige apenas aos meus pequenos. Se extende também ao meu pai. Sem perceber, me vejo cuidando dele como faço com meus filhos.
Com o tempo os papéis se invertem. É natural que durante anos sendo conduzidos pelas suas mãos e partir de um determinado momento damos nossas mãos para conduzi-los.
Momentos como estes que estamos vivendo ficarão na nossa memória para sempre. A vida tem muitos capítulos, alguns bons outros ruins, mas vejo que ao final os momentos que passamos juntos com nossos entes queridos são os mais valiosos e os mais importantes.
A vida é um circulo harmonioso que começa e acaba com amor e sentimento de proteção.
Segue algumas Dicas da viagem: cidade: Veneza
Arte: La Biennale di Venezia, Peggy Guggenheim Collection ( Palazzo Vernier ), Punta della Dogana ( museu de arte contemporânea)
Drink: Harry’s Bar ( tomar o tradicional Bellini ou para os mais fortes um dry martini)
Restaurante : Da Fiori
Café: Florian (um dos mais antigos de veneza, na piazza San Marco)
Ps: obrigatório Passeio de Gôndola
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Estava estudando as características de que as pessoas de sucesso possuem em comum. Um ponto em especial chamou minha atenção: todas elas tem a habilidade de lidar com adversidades. Assumem seu grau de responsabilidade frente aos problemas, mantém uma atitude voltada em busca de soluções. Não assumem o papel de vítima e nem culpam os outros. Buscam se influenciar positivamente em situações de conflito.
Me deparei com um estudo feito pelo psicólogo PhD, Paul Stoltz, que estudou as famílias de grandes líderes. Ao contrário do que se imaginava, todos tiverem dificuldades, vivenciaram conflitos quando pequenos ou adolescentes em suas casas.

Concluí que se você cresce na "família perfeita", longe de problemas e conflitos, não vivenciando situações adversas, você tem menos chance de ter sucesso na vida. Por quê? Porque essas pessoas não tiveram oportunidade para desenvolver a habilidade de lidar com adversidades. Foram protegidas ou alguém fez o trabalho por elas. Não desenvolveram a capacidade de ter resiliência. (Resiliência é a velocidade com que você fica novamente de pé, após uma condição adversa, um problema, stress, um conflito ou um fracasso.)
Com base nestes fatos devemos prestar muita atenção ao educar nossos filhos. Estabelecer limites para as crianças pode não ser tarefa fácil, mas é através dela que, nós pais, podemos ensinar aos nossos filhos o respeito aos outros e a si mesmos. A falta de limites e o cuidado exagerado podem gerar consequências drásticas no futuro das crianças.
Além de criar dificuldades para conviver com os outros, pode não desenvolver uma das características essenciais para se obter sucesso na vida: a habilidade de gerenciar frustrações e lidar com problemas.
Educar não é fácil, mas com um pouco mais de conhecimentos, teremos mais segurança para exercer nosso papel de pais e preparar nossos filhos para alcançar sucesso na vida. (Referência: Adversity Quotient - Paul Stoltz, PhD)
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Meu avô teve 11 irmãos. Que loucura! Como é que a minha bisavó aguentou? Não sei como não enlouqueceu. Nem consigo imaginar.
Bem, os tempos eram outros. Naquela época os filhos eram obrigatoriamente inclusos no pacote do casamento. A mulher cuidava da casa e dos filhos e o homem era o provedor. Trabalhar estava fora de questão.
Bem diferente dos dias de hoje, onde o cenário é outro. Com a mulher atuando no mercado de trabalho, criaram-se novos valores e ter ou não ter filhos, é hoje uma escolha.
Mesmo com os avanços da medicina, que possibilitam à mulher ter filhos em épocas mais tardias de suas vidas, aos 40 ou 50 anos, outras muitas optam por não ter filhos.
Hoje em dia a cobrança da mulher é muito maior do que antigamente. Vários novos fatores exercem influência na questão. A responsabilidade de ser uma boa mãe, a necessidade de ter sucesso na carreira, o orçamento doméstico muito apertado, o companheiro que não quer assumir a responsabilidade, são alguns dos fatores que pesam na balança no momento de decidir ter ou não ter um filho.
Segundo a psicóloga clínica Andreia Mattiuci: "Qualquer que seja a decisão, ela acarretará ganhos e perdas. Se sua decisão está com muito mais perdas do que ganhos é melhor repensá-la. Também não podemos definir o que se ganha ou o que se perde, pois os valores em jogo variam de pessoa para pessoa. O importante é ter certeza que a escolha foi sua. Quem renuncia à maternidade não deverá, no futuro, responsabilizar o parceiro pelo sonho não realizado. Da mesma forma a mulher que aceitou ser mãe também não pode responsabilizar o parceiro por essa escolha. Não procedem desabafos do tipo 'Estou tendo um filho por você'. Ninguém tem por obrigação ter um filho. Se a experiência for favorável para você ou não, só pode ser avaliada por você".
Bem, este tema se inclui naquela lista de escolhas importantes e decisivas em nossas vidas. Não existe fórmula mágica para nos orientar. O importante é que a decisão seja feita com base nos valores de cada um, para evitar arrependimentos no futuro.
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Confesso que meu dia não começa direito se não tomar minha dose diária de cafeína logo cedo. De manha é o horário que a casa mais ferve. As crianças falando alto, o corre-corre para não chegarem atrasadas na escola, delegar tarefas, tomar banho, fazer a prece da manhã da Kabbalah, me arrumar e ir para o trabalho lúcida são apenas alguns dos eventos que acontecem em casa antes das 8:30h da manhã. Dessa confusão, um bom café preto me dá o pique necessário para enfrentar a maratona diária. Bom ou ruim depende da quantidade e de como ela, a cafeína, reage no seu corpo. Eu, por exemplo, só posso tomar café até as três da tarde após esse horário, é insônia na certa.
Interessante é que não consigo tomar café em dias quentes. E com esta onda de calor e umidade baixa que está fazendo, optei por tomar chá gelado. Uma delícia, mas temos que ficar atentas ao chá que iremos escolher.
Outro dia tomei tanto chá preto que fiquei acordada a noite toda, pois ele contém alto teor de teobromina que é uma “prima-irmã” da cafeína. Por outro lado, ele faz parte do que os especialistas chamam de “chás verdadeiros”, provenientes da Camellia sinensis (chá branco, chá verde, chá preto e chá oolong) que são ricos em polifenóis, os quais são poderosos antioxidantes que protegem o organismo da ação danosa dos radicais livres.
Além disso, os antioxidantes do chá preto auxiliam a produção de imunidade. São capazes também de proteger o organismo contra o câncer e as doenças cardiovasculares.
Essa bebida é uma grande aliada no combate da pressão alta, do envelhecimento precoce das células e previne a formação de pedras na vesícula. O consumo de chá fortalece os vasos sanguíneos e evita o entupimento das artérias, o que causa trombose.
Segundo uma pesquisa realizada pela London College University, o consumo regular da bebida ajuda a reduzir os níveis do hormônio cortisol, ligado aos efeitos do estresse, no sangue. Sem contar que ele estimula o metabolismo e a queima de calorias. Que bebida espetacular!
Bem, me parece uma excelente opção quando se quer mudar. Experimente.
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Há cinco anos estava participando de um workshop de yoga em Maui, Hawai. Passei um mês, praticando, meditando, aproveitando a natureza local que é espetacular e aprendendo sobre alimentação saudável. Foi nesta viagem que conheci o quinoa, grão nativo dos Andes e melhor cultivado nos altiplanos e vales altos da Bolívia. Há mais de oito mil anos é considerado alimento sagrado pelos incas.
A principal característica dos grãos do quinoa é possuir proteína de alto valor biológico, ou seja, é muito aproveitada pelo organismo humano. Apesar de altamente protéicos, os grãos não possuem glúten. Além de ser fonte de proteína de alta qualidade e possuir baixos valores de gordura saturada, o quinoa possui quantidades importantes de fibras, ferro, cálcio e vitaminas quando comparada a outros tipos de cereais.

Dessa forma, o quinoa, junto a outros cultivos andinos, é considerada pela FAO (Food and Agriculture Organization) um dos melhores alimentos de origem vegetal devido ao seu grande valor nutricional. Até a Nasa incorporou-a ao seu cardápio básico.
Desde alguns anos ela faz parte do nosso cardápio diário, substituindo o arroz em pelo menos uma refeição do dia. As crianças se acostumaram sem problemas, o que é ótimo, pois ela contém a enzima lisina, que tem sido relacionada ao desenvolvimento da inteligência, da rapidez de reflexos e de outras funções cerebrais como a memória e a aprendizagem.
Além disso, seu consumo regular combate anemias, problemas urinários, tuberculose e doenças do fígado. Atua também na redução de danos gastrointestinais, na integridade do sistema imunológico, na regulação das funções cardiovasculares, nos processos de cicatrização e como normalizador da próstata e órgãos reprodutores masculinos. Parece fantasia, mas não é. Se você ainda não conhece esse alimento, sugiro que o experimente já!
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No começo deste ano participei de um curso chamado "Os 7 Hábitos das Pessoas Alatamente Eficazes". Mais recentemente, me deparei com um livro que chamou minha atenção pelas lindas ilustrações da capa e pelo título: "Os 7 Hábitos das Crianças Felizes". Comprei e o Lucas amou!
Este livro, através de personagens adoráveis e de histórias divertidas, ensina às crianças princípios e leis universais necessários para criarmos crianças felizes e responsáveis. Princípios como: responsabilidade, solicitude e honestidade são abordados de forma lúdica e interessante, desenvolvendo nos pequenos auto confiança, integridade e coragem para tomarem atitudes certas e fazerem escolhas na vida.
Segundo Covey, o autor do livro: "Se as crianças não aprendem princípios verdadeiros, e não se lhes mostra exemplos concretos, elas crescem com identidades baseadas em comparações. Em outras palavras, adquirem o seu sentido de valor pessoal, ou falta dele, a partir de como se saem em comparação com os demais".
"Consequentemente, a pressão dos outros se torna seu DNA (um DNA cultural em contraposição ao real, por assim dizer) e elas perdem auto-confiança , integridade e coragem. Ficam mais preocupadas com sua imagem do que consigo mesmas, e são, assim, usurpadas de sua real identidade", completa o autor.
Este livro nos ajuda na construção do caráter de nossos filhos e proporciona que eles entrem em contato com seu verdadeiro DNA e possam ter mais chance de serem crianças felizes, esclarecidas e por sua vez, se tornarem adultos responsáveis e íntegros.
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"Você não me entende!" Quantas vezes em sua vida você já falou esta frase? Lembra quando éramos apenas filhos? Quantas mil vezes falamos para nossos pais: "Você não me entende, não me escuta". Bem, agora é a nossa vez de escutar ao invés de falar. E como é difícil.
Tentar compreender primeiro o que a outra pessoa está tentando dizer, esvaziando sua mente de pensamentos pré-concebidos, julgamentos ou críticas. O uso dessa prática é um bom exercício para podermos ter uma comunicação eficaz voltada para o entendimento mútuo e a preservação das relações humanas.

Segundo Eckhart Tolle, "as pessoas prestam muito mais atenção a seus próprios pensamentos do que às palavras da outra pessoa e nenhuma atenção ao que realmente importa, ou seja, o 'Ser' da outra pessoa que está debaixo das palavras e da mente. A maioria das relações humanas consiste apenas na interação das mentes umas com as outras, e não em seres humanos se comunicando, estabelecendo uma comunhão. Nenhuma relação pode florescer por esse caminho, e essa é a razão de tantos conflitos nas relações humanas" completa Tolle.
O papel da mãe nos proporciona muitas situações onde podemos desenvolver a comunicação que é essencial para termos sucesso em nossas relações com nossos filhos. Escutar o que eles têm a dizer, penetrar no seu ser e atravessar as barreiras de nossas expectativas e julgamentos, tudo isso resultará em uma ligação mais sólida com base em confiança.
Refletindo, concluo que escutar é muito mais do que apenas o verbo significa. É um ato de doação. Parar para ouvir outra pessoa, é doar um espaço dentro de si para outro ser. Desta forma, as relações terão espaço para serem construídas na base de compreensão e na busca da solução através de respeito e amor.
(Ilustração: Gustav Klimt: "Mãe e Filho" - detalhe do quadro As Três Idades da Mulher)
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Todos os dias quando chego em casa do trabalho e a primeira fala que escuto da Stellinha antes de falar "Oi" é "Mamãe você vai brincar comigo?", porque o que eles querem é se divertir.
Não querem bater papo, ou contar sobre o seu dia, querem brincar! Mas de quê? E quando você tem mais de um filho? Cada um quer brincar de uma coisa diferente. Estava ficando com um repertório pequeno em casa de brincadeiras e assim fui buscar entender melhor o que poderia ser novas alternativas, pois há atividades adequadas e inadequadas para cada faixa etária.
A educadora Adriana Friedmann, autora dos livros "A Arte de Brincar e Desenvolvimento da Criança" através do Brincar, explica que o "brincar" deve ter lugar prioritário na vida da criança. "Brincar é fundamental na infância por ser uma das linguagens expressivas do ser humano. Proporciona a comunicação, a descoberta do mundo, a socialização e o desenvolvimento integral", afirma.

Entretanto, a nossa vida está tomando um rumo que não facilita esta necessidade. A falta de tempo, não só dos pais que trabalham, mas também do curto tempo livre que as crianças de hoje têm, pois estão lotadas de atividades extracurriculares e a ausência de locais públicos, voltados para o lazer, não criam espaço para "o brincar", tão fundamental para desenvolvimento de uma criança.
Assim ao meu ver, temos que colocar atenção em dois pontos: o primeiro, é reservar tempo em nossas agendas para dedicarmos a apenas brincar com nosso filhos e, o segundo, é saber escolher a brincadeira certa. Veja algumas sugestões para as diferentes faixas etárias:
De 0 a 3 anos: Aquários, parquinhos infantis, peças ou apresentações musicais infantis, passeios ao ar livre em carrinhos são atividades ideais.
De 3 a 7 anos: Contato com a natureza, com animais, passeios e brincadeiras ao ar livre com equipamentos que as desafiem, como bolas, triciclos ou bicicletas, são ótimas atividades para dias bonitos. Quando estiver frio ou chovendo, atividades artísticas em casa e visita a museus, de preferência interativos, são boas opções.
De 7 a 10 anos: As crianças precisam de desafios, iniciação aos esportes, contato com a natureza e visitas a museus. Leitura e jogos de tabuleiro também são boas opções, principalmente para dias frios ou nublados, quando preferem ficar dentro de casa. O contato com instrumentos musicais também é muito interessante.
De 10 a 12 anos: Iniciar o aprendizado de novas habilidades, como esportes, instrumentos musicais e técnicas plásticas, pode ser interessante nesse período. Centros de convivência e clubes costumam oferecer atividades em grupo ideais para essa faixa etária. Livros e música também são sempre uma boa pedida.
Referência: site Educar para Crescer
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